Projeto: A validade do Enade para avaliação da qualidade dos cursos de instituições de ensino superior

A validade do ENADE para avaliação da qualidade dos cursos de Instituições de Ensino Superior

Coordenador: Ricardo Primi

Resumo: A proposta do trabalho de Ricardo Primi, da Universidade São Francisco, é verificar a validade de exames em larga escala realizados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP/MEC). O instrumento analisado é o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes, ENADE. Para tanto, o autor se vale de três procedimentos de análise, que abordam aspectos diferentes das interpretações: construção, validação e padronização de instrumentos de medida. Essa ação visa à formação de recursos humanos para a área de avaliação educacional e o fortalecimento e ampliação dos Programas de Mestrado e Doutorado em Psicologia e Educação da USF.

       A avaliação das características individuais nos resultados do ENADE  

No projeto "A Validade do Enade para avaliação da qualidade dos cursos de IES", coordenado pelo Professor Ricardo Primi, objetiva-se realizar estudos de validade das interpretações das provas do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE).Analisar as características individuais dos alunos nos resultados obtidos pelas Instituições de Educação Superior (IES) no ENADE é um estudo realizado por um grupo de pesquisadores da Universidade São Francisco. Para eles, variáveis como formação geral do aluno, nível de escolaridade dos pais e horas de estudo do aluno, entre outros, pode realmente fazer a diferença na hora da aferição da qualidade de ensino ofertado aos alunos e por eles absorvido ao final de seus respectivos cursos de graduação.

Os pesquisadores chegaram a esta conclusão após verificar que esses fatores dificultavam a avaliação do ENADE, objeto de sua pesquisa como instrumento de análise da qualidade dos cursos de graduação. Outra situação identificada é o fato de que, a cada edição do ENADE, os alunos ingressantes e concluintes são diferentes, o que dificulta a avaliação de quanto as IES contribuem para a formação dos alunos.

O grupo defende que o aluno, ao ingressar numa universidade, seja avaliado levando-se em conta todas as suas variáveis individuais e, ao final do curso, também passe pela avaliação do ENADE. Desta maneira será possível obter-se uma real visão sobre a qualidade dos cursos de graduação oferecidos por cada IES.

Uma experiência realizada com alunos do curso de Engenharia da Computação daquela Universidade comprovou a teoria do grupo. Com base no ENADE 2006, duas universidades que ofereciam o curso se destacaram positivamente. Após a aplicação das variáveis individuais dos alunos sobre esse ranking, todas as IES ficaram praticamente com o mesmo desempenho. Dados revelam que cerca de 40% a 50% do desempenho estaria associado às características individuais do aluno.

Essa mesma experiência será levada aos cursos de Psicologia, Direito e Administração da Universidade São Francisco no mês de agosto de 2008.